terça-feira, 19 de julho de 2011

2007-08-30 Jogo


Tão confusa sua mente
Talvez a minha
Talvez, ambas juntas se confundem
Você é como as outras
Nada de atenção
Perfeita assim
Com suas falhas na convivência
Muito pra mim?
O que fazer?
Trocam-se os sentimentos
Ora tédio
Ora ódio
Ora... Saudade!
Mas já entendi seu jogo
É o mesmo que o meu
Eu só quero apertar sua mão
E te dar os parabéns por saber jogar tão bem
Eu, monstro delirante
Você, uma domadora complexa
Vou voar...
Essa é a idéia
Fixa agora.
Não posso me prender
Já sei onde vou parar!
É o que eu ganho por jogar...
Bem então,
Você quer jogar?
É jogo que terá!
Pois agora vou jogar
com peças novas!
Quer apostar?

domingo, 17 de julho de 2011

2007-07-13 Sexta-Feira 13

O que eu faço?
Já está mais que na hora de eu escolher o que eu quero pra minha vida.
Assim não dá mais.
Minhas atitudes...
Meu jeito...
O que eu faço meu deus?
Eu sei o que fazer.
Então por que não faço?
Por quê?
Por quê?
Eu sou um burro mesmo.
Um burro sentimental.
Uma burrada atrás da outra.
O que eu quero?
Quero você.
Só isso.
Nada mais.
Nada.
Só você.
Porcaria de sentimento.
Porcaria de distancia.
Porcaria...

2007-04-24 Espelhos

Em meus profundos pensamentos, hoje me veio à cabeça a importância do espelho. Estava eu de frente um destes "inibidos", apertando umas espinhas - e quem não faz isto de frente a um -, olhando a barba, como estava meu cabelo e a cor dos meus olhos (sabe, eu amo meus olhos, não meus olhos, a cor deles, podem estar lá com seus defeitos, mas eu os amo e são meus), sem ver, o tempo passou, parecia ter me hipnotizado, acreditem, mas estes "corajosos" refletem, e ainda por cima, nossa imagem. Odiei e adorei. O excelente de alfa e omega, claro e escuro, bem e mal, força e fraqueza, opostos, e basta apenas olhar para... Nem eu sei!
Tem os que acreditam que seja apenas um espelho, eu que digo não, te mais por dentro dessa história. Imagina antes de existir o espelho, para saber o que havia em minha cara eu precisava que outra pessoa me dissesse, pois a água não refletia tudo, ou seja, havia mais entrosamento, amizade, diálogo. Esse inconseqüente nos trouxe uma parte de independência e individualidade. Não precisamos mais dos outros para saber o que esta de errado com nosso rosto ou cabelo, eu posso ate saber qual dente meu está com carie. Este "crápula" nos deixou cheios de manias e luxúrias, nos fez comprar cremes e gel, tinturas e barbeador, ele é consumista, só funciona na presença de luz e ainda quando quebra nos dá sete anos de azar, é a nossa ruína e a nossa cobiça.

2006-07-06 No sofá...

Como um andarilho vou
Costeando a névoa
Prateando o Sol
Sorteando o poder

Decido a vida
Dou-lhe a morte
E assim escrevo
Rumores na praça

Tão vulgares são
Tão “ivaliosas”
Assim se fez o mundo
Assim morreram todos

Sorte sua ou dele
A quem estátuas vire
Distante assim
Tão longe de mim

Carreguem os livros
Despachem as páginas
Queimem as capas
Mas não toque na bibliografia

Assim se fez...
Tão hostil!

2007-11-28 Fim

Eu sempre quis saber como era o fim
Mas nunca desejei vivê-lo
Hoje posso sentir que ele está perto
Já deixa seu rastro por alguns lugares
O fim não é bom,
nunca foi
e desta vez também não será!
Mas é preciso.
Não agüento mais.
Tanto que eu falei.
Tanto que eu conversei.
Mas não adiantou.
Ela parece gostar de me ver pra baixo.
Ela gosta!
Mas e eu?
Eu estou decidido.
A dúvida me corrói.
O sentimento me destrói.
E ela ri...
Ri como se eu fosse mais um.
Talvez eu seja mesmo.
Só mais um.
De passagem.
Agora posso sentir,
está perto,
muito perto,
e logo vai acabar,
e logo vai passar,
e o fim chegará!

2007-02-17 Tédio

Dia calmo
Calmo demais
Ensurdecedora calmaria
Porcaria de calma!
Estremece o chão ao sabor da chuva
Nuvens, lágrimas...
Onde guardas o rancor que esta calmaria esconde?
Onde deixas as pedras sem tê-las arremessado?
Querias ver o mundo, 
mas teus olhos não faz curva no horizonte.
Prendes sua coragem,
devasta teu ego,
arromba a dor que corrói o peito
porcaria de calma!
Ansiedade mórbida
Refúgio lúgubre
Casa dos sonhos, sabe por quê?
Só vais para dormir, não é?
E ao doce gosto da derrota
a alma se recupera diante humilhação.
Ante o que?
Ah! É, faltava isso,
a calmaria, lembra?
A própria calma,
porcaria de calma!!!

2007-09-11 Inexplicável

Não fosse a vergonha,
eu já teria falado com você,
Mas tenho medo de como você vai me olhar.
Então resolvi escrever,
pois assim...
posso ficar apenas ti olhando.
Me desculpa?
Eu sei que devo ter feito algo bem feio pra você ter termina tudo,
mas me da outra chance,
outra chance pra mostrar que eu mudei,
outra chance pra passar a mão nos teus cabelos,
outra chance pra colar teus lábios nos meus...
outra chance,
só uma,
é o que ti peço!
Ou então...
me chuta,
pra mim ficar com
bastante raiva de você e parar
de ti olhar umas 15 vezes por dia.
Me chuta!
Ou melhor...
Me desculpa!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

2011-06-03 Vulnerabilidade

Estou com 22 anos e o maior problema que percebo ultimamente no ser humano é falar. Sim, falar. Simplesmente o ato mais simples é corrompido por incessantes descargas de processamento cerebral. Pensar. Estamos em uma época onde que revelar nossos reais intentos, ou mesmo sentimentos, nos torna objeto de profundo desagrado. É como se imperasse em nossa sociedade um ar de corrupção sentimental onde todo mundo está disposto a dar a vida por um amor, mas ninguém está disposto a amar.
Será que a frase dita por Lex Luthor no seriado SmallVille, “Sentimentalismo é sinônimo de vulnerabilidade”, faz mesmo sentido? E se estamos perdendo a única coisa que nos torna humanos? Vejo a sociedade beirando o caos quando gagueja perante a oportunidade de abrir seu coração, dizer o que sente, conseqüentemente, fazer o que pode. O que vejo não são pessoas destinadas ao trabalho, à rotina e ao instinto de sobrevivência, o que eu vejo são fugitivos fugindo da dor que pode causar determinada situação, fugindo do constrangimento, e de toda parafernália que o processo seletivo do ser humano causa sobre todas as pessoas, conseqüência essa da evolução de nossos olhos, se apenas sentíssemos com certeza o mundo que conhecemos seria totalmente diferente, seria como apagar a luz e não falar nada.
Percebo que aos olhos dos outros posso ser qualquer um, mesmo que no espelho seja simplesmente eu, estão o mistério sobre o que cada um é, ou sobre o que cada um já foi afeta a decisão humana sobre o que falar? Não sei. Mas eu sei de uma coisa, estamos aqui por somente um momento na linha infinita do tempo, e não estou disposto a passar a vida escorado em indecisões e acomodações. Quero ter coisas para contar aos outros quando minhas pernas não puderem mais me levar para festas. Quero contar vitorias e derrotas, não “achismos” e intenções.

sábado, 25 de junho de 2011

2011-06-23 Aprendi que...

Aprendi que a incerteza sobre os fatos é o que muitas vezes mantêm uma relação, por mais estranha que ela seja, possivelmente, essa forma estranha, é o melhor que essa relação pode ser.
Aprendi que devemos sempre ver as situações de dois pontos de vista, o nosso próprio e o de outra pessoa envolvida, pois as pessoas são diferentes, e cada situação pode possuir varias interpretações.
Aprendi que a possibilidade de julgamento sobre uma situação não significa que estamos certos, mas sim que entendemos de uma forma o que possivelmente pode ser entendido de várias.
Aprendi que as pessoas fazem o que fazem por algum motivo, e esse motivo indiscutivelmente deve ser respeitado, pois é simplesmente o certo a se fazer.
Aprendi que para cada situação existe um tempo, e esse tempo varia de pessoa para pessoa, conseqüência de um motivo que deve ser respeitado.
Aprendi que as pessoas tentam passar a imagem de um super herói, pois para elas isso é bom, mas quando mais precisamos de um super herói quem nos demonstra força é quem não possui poder algum.
Aprendi que metade das pessoas cria um mundo de fantasias, uma ilusão, e vivem nesse mundo, pois o esforço de enfrentar a realidade parece ser demais, quando na verdade, nunca foi tentado.
Aprendi que as pessoas são indecisas, confusas e desorientadas, mas que são assim apenas quando lidam com outras pessoas, pois por mais que conhecemos alguém, nunca vamos ler seus pensamentos, e isso é totalmente normal.
Aprendi que por mais que eu me esforce em ser o melhor, terão dias que estarei indisposto, cansado, mas isso não significa que não sou capaz, e sim que preciso de um tempo para me recompor.
Aprendi que julgar alguém é algo que fazemos para fugir da realidade que enfrentamos, na verdade, na maioria das vezes, julgamos, pois temos inveja.
Aprendi que as pessoas nem sempre são como queremos, e isso não significa que sejam inferiores, mas que possivelmente isso é o melhor que elas podem ser.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

2011-06-23 Relato de 23 de junho de 2011

Vou contar aqui o que acredito ser a pedra que todo mundo deve lançar sobre os outros, algo que deve ser jogado com toda força, sem pensar, sem se arrepender, pois nos dias atuais o que mais vejo é a total distorção sobre o que é certo e o que é errado ser feito.
Sempre tento ser o melhor que posso naquilo que tenho que fazer, sou perfeccionista e isso é uma daquelas coisas que você não tem como fugir, tipo lutar contra, pois isso é o que você é, faço disso um dom, ao qual me firmo para fazer as coisas bem feitas, já que não aceito algo pela metade ou de qualquer jeito. Sendo assim, as tarefas que ganho na faculdade são levadas ao pé da letra, quase sempre, pois o tempo é algo que muitas vezes me impede de ser melhor.
O fato que quero contar é que em uma de minhas matérias nesse semestre tive três trabalhos para fazer, não havendo prova esses trabalhos passam a possuir toda nota da matéria. No primeiro trabalho valendo três pontos, tirei três. No segundo valendo cinco pontos, tirei cinco. Nessa altura do campeonato eu já pensei “to passado!”, mas ainda faltava um ultimo trabalho que seria um relatório feito em aula mesmo, e foi ai que tudo começou.
Nessa aula, gripado, cabeça meio avoada depois de um dia inteiro passado, acordado desde as 05h40min da manha, tentei e juro que tentei entender o que o relatório exigia, mas não obtive sucesso, parecia que eu não pertencia aquele curso, pois não tinha jeito de entender o negócio pra escrever uma folha sobre o assunto e entregar valendo os últimos dois pontos. Eram 22h quando eu resolvi desistir e não entregar o relatório, nessa hora pensei “to passado mesmo”.
Dois dias se passaram desde então, estava contente com meus oito pontos, a média é sete, por enquanto tinha outros trabalhos para terminar e a minha vida para organizar ainda, quando me surpreendi ao consultar as notas da matéria e lá estava ele, acreditem apareceu mesmo à nota do relatório que eu não fiz em minhas notas, e por um minuto eu fiquei vendo aquele 10 cheio, porem não era eu, não fui eu que fiz por merecer e aquela nota não era minha. Nesse momento acredito que quem esteja lendo imagina que eu fiquei calado e deixei por isso mesmo.
Sabe, não sei se aprendi a ser assim com meus pais, ou se observando o mundo, mas tem uma coisa que aprendi é que tudo que ganho devo merecer, do contrário é algo sem sentido, sem luta, sem glória, sem sal. Sim eu enviei um e-mail ao professor informando o ocorrido e deixando claro que aquela nota pertencia à outra pessoa. Nesse momento você leitor deve estar me chamando de burro, pois eu digo que sim, devo ser burro mesmo, mas me orgulho disso, pois quando deitei minha cabeça ao travesseiro para dormir depois disso eu me senti bem.
Penso que se todas as pessoas do mundo pensassem metade do que eu pensei para fazer isso, as conclusões que tirei, o mundo não seria essa merda que é. Honestidade, sinceridade e confiança são coisas que parecem ter se transformado em sinônimo de vulnerabilidade, fraqueza e burrice. Não quero isso para mim, serei sempre esse burro fraco e vulnerável, mas feliz, em paz com minha consciência. Aprendi há muito tempo que algumas coisas que a gente faz na vida não possuem explicação, pois são simplesmente a coisa certa a ser feita.